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Benefícios das atividades esportivas como complemento da psicoterapia

Benefícios das atividades esportivas como complemento da psicoterapia

Diversos tipos de câncer, doenças cardíacas, disfunções metabólicas, problemas nos ossos e articulações, transtornos emocionais, entre outros, podem ser causados ou agravados em decorrência da obesidade e do sedentarismo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. Partindo dessa premissa, para se ter saúde é necessário bem-estar. A Psicologia Positiva, através de Seligman, define a teoria do bem-estar contendo cinco elementos: emoção positiva, engajamento, sentido, relacionamentos positivos e realização.

Todos sabemos que praticar atividades esportivas regularmente é fundamental para a saúde física. Pouco se fala dos benefícios dessas práticas para a saúde mental. Aliar psicoterapia e esporte pode ser essencial para resultados consistentes, já que ao nos movimentarmos liberamos hormônios como a dopamina em nosso corpo, substância essa que ativa sensações relacionadas ao prazer e ao bem-estar psicológico.

O componente emocional da atividade física é hoje utilizado com sucesso no tratamento de distúrbios psíquicos. Além das práticas mais “tradicionais” (caminhada, corrida, musculação, entre outras) recomenda-se, por exemplo, a dança de salão para pessoas com depressão, nelas, o nível de serotonina é bastante reduzido. Dançar protege o cérebro do envelhecimento, pois é um exercício físico que contribui com a interação social e auxilia a reduzir a sensação de estresse e promover o bem-estar. A dança de salão pode ser um excelente complemento terapêutico.

O que cada vez mais pesquisadores têm comprovado é que as atividades esportivas não fortalecem apenas o coração e os músculos, mas também a capacidade mental ajuda crianças a se desenvolverem melhor e torna mais lento o declínio intelectual atrelado à idade.

Exercícios de resistência moderados têm efeito positivo não apenas sobre o corpo, mas também sobre o cérebro. A atividade física estimula, estabiliza e protege o condicionamento mental. Nos últimos anos, pesquisadores têm esclarecido os mecanismos desse efeito: várias substâncias que facilitam a circulação sanguínea e a reorganização neuronal revelaram-se benéficas para o cérebro. Elas são produzidas de forma intensificada durante atividades musculares.

Outros ganhos secundários aliados à prática esportiva podem facilitar o processo psicoterapêutico. Praticar esportes ajuda a gerenciar o estresse e a ansiedade, desenvolve hábitos saudáveis e disciplina, facilita a busca por metas e objetivos, consequentemente fortalecendo a autoestima e a autoimagem positiva.

Como dizia o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, “os grandes pensamentos resultam da caminhada”. Ele costumava buscar inspiração caminhando. Os filósofos gregos também ensinavam seus discípulos caminhando e “filosofando”. O poeta romano Juvenal também tinha razão quando disse: Mens sana in corpore sano.

 

Referências

http://www.psicologianoesporte.com.br/beneficios-fisicos-e-psicologicos-da-pratica-de-exercicios/ (10/12/2017)

Revista Mente Cérebro, ano XVII, número 211. Agosto 2010.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/02/quer-ser-mais-inteligente-corra.html  (10/12/2017)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u662790.shtml  (10/12/2017)

Aprimore Psicologia
Rodrigo Scialfa Falcão
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Formado pela Universidade Mackenzie. Mestre em Esportes para Resolução de Conflitos pela Universitat Oberta da Catalunya. Especialista em Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP. Psicologia do Esporte pelo Inst. Sedes Sapientiae.

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