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Breve reflexão sobre os emojis e emoticons nas mídias sociais

Breve reflexão sobre os emojis e emoticons nas mídias sociais

Há algum tempo conheci através de uma amiga alguns ideogramas japoneses e foi muito interessante aprender que há outras formas gráficas de nos comunicarmos e transmitirmos informações, ideias, sentimentos. Os ideogramas são algumas destas representações gráficas.

Não faz tanto tempo assim, nos aproximávamos uns dos outros por cartas, por cartões postais e telefonemas para uma comunicação imediata.  Numa evolução fantástica, hoje nossas conversas passaram a ser quase que imediatas por e-mails, WhatsApp e Facebook.

Minha intenção não é traçar o caminho da "evolução" na comunicação, nem tecer considerações sobre a utilidade de artifícios gráficos, mas, a partir da observação de minha realidade diária, provocar a reflexão sobre os emojis e emoticons, o contexto em que são utilizados e o quão fidedignas são estas representações quando a utilizamos.

Emoji é de origem japonesa, composta pela junção do elemento e (imagem) e moji (letra) e é considerado um pictograma ou ideograma, ou seja, imagem que transmite a ideia de uma palavra ou frase completa. Já o  emoticon (emotion + icon) são caracteres gráficos que representam emoções humanas.

Hoje em dia vivemos de forma peculiar a realidade da  comunicação e do imediatismo desta. Parece que temos de dizer tudo o que acontece e saber de tudo também. O sentido de tempo parece estar reduzido ao que é rápido e imediato, e restringe o que nos interessa também. De certa forma, e para alguns de maneira imperiosa, ao utilizarmos os aplicativos das redes sociais, percebemos que longos textos escritos com palavras, argumentos e contextos se tornam entediantes e monótonos. Primeiro veio o fast-food e agora o fast-texto. O brilho das palavras parece ter se perdido na urgência do tempo e no imediatismo, mas ainda precisamos nos comunicar, realizamos que não somos seres isolados, precisamos: contar fatos, notícias e dizer dos nossos sentimentos. Verdadeiramente não sei se nos damos conta dos nossos sentimentos, na velocidade que imprimimos ao nosso cotidiano.

A questão é o que fazemos com os nossos sentidos, como sentimos uns aos outros nesta velocidade. Agora as palavras são suprimidas, reduzidas e já não são suficientes para trazer o sentido das coisas, lançamos mão das representações gráficas e torcemos para que sejamos compreendidos.

Se estamos lá e cá anestesiados de nossos sentidos, como será esta compreensão, este entendimento, haverá comunicação? Será que quem lê a mensagem estará sensível da mesma forma que quem enviou aquele emoji ou emoticon? Não sei se há respostas, mas podemos ao menos refletir sobre o que usamos para nos representar e se de fato estes artifícios nos representam de alguma forma.

 

 

Aprimore Psicologia
Gisele da Rocha Guimarães
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Gisele da Rocha Guimarães, psicóloga, CRP 6 103015. Pscoterapeuta de adultos e idosos, abordagem fenomenológico existencial. Email: gisele.rg.psicologa@gmail.com Cel. 55 11 996478904

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