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Por que fazer psicoterapia?

Por que fazer psicoterapia?

Como o autoconhecimento pode contribuir para minha qualidade de vida? Como encontrar espaço no meu dia a dia para me escutar e entrar em contato com meus sentimentos e insatisfações? Como compreender de forma mais profunda os meus comportamentos e reações diante dos acontecimentos da vida?

Estes e outros questionamentos tem se tornado cada vez mais comuns na vida das pessoas. A vida insistentemente nos convida a entrar em contato com as razões da nossa existência. Quando a nossa forma de agir no mundo nos mostra que não sabemos e não compreendemos tudo que se passa dentro de nós, estes questionamentos começam a nos visitar.

Alguns anos atrás prestei vestibular para psicologia quando comecei meu processo de autoconhecimento com o apoio de uma psicóloga. Após treze anos entre psicoterapias individuais e de grupo, percebo que minha compreensão e consciência diante dos meus desconfortos e questionamentos são bem mais claros. A compreensão da minha história tem me proporcionado uma vida com mais maturidade e paciência com o tempo de transformação dos padrões e hábitos que fui adotando ao longo da minha vida e que não me fazem bem.

O trabalho de se conhecer exige uma força de vontade e honestidade cada vez maior com nós mesmos. A psicoterapia nos ajuda a entrar em contato com a nossa história e com nossos desconfortos de forma que nos permite estarmos mais conscientes de quem somos. Estar aberto para um trabalho de autoconhecimento é algo imprescindível para que a psicoterapia aconteça. É preciso querer entrar em contato com as nossas partes que mais nos incomodam, e reconhecer que queremos transformá-las com paciência.

No mundo do fastfood, da comunicação instantânea, da velocidade, fazer terapia é algo que nos pede paciência e a conexão com o momento presente. É um trabalho que nos proporciona cada vez mais autonomia e liberdade na medida da nossa dedicação e empenho. O aprofundamento no autoconhecimento leva tempo, pois entrar em contato com as nossas insatisfações e com os nossos defeitos é algo que muitas vezes nos incomoda. No entanto é extremamente libertador na medida que reconhecemos, aceitamos e acolhemos nossas questões e limitações para poder transforma-las.

Uma escuta presente e disponível é algo que nos torna mais conscientes de nós mesmos a cada encontro. Quando somos acolhidos e respeitados nas nossas diferenças e peculiaridades aprendemos a nos aceitar. É também na relação com o terapeuta que novos passos são dados no trabalho de aprofundar o nosso autoconhecimento. Encontrar uma pessoa que cria empatia com a nossa história desde um lugar de compreensão nos trazendo reflexões e observações, nos proporciona caminhar rumo a nossa autotransformação.

Na medida que nos entregamos a esta experiência, naturalmente as nossas cortinas internas vão se abrindo para que possamos nos conhecer melhor. Através do olhar do outro temos a chance de nos “vermos no espelho” e percebermos que os caminhos que construímos até aqui na nossa vida podem ser modificados por nós mesmos de forma mais consciente e objetiva.

Aprimore Psicologia
Mariana Matos de Santana (Prem Puraní)
Mariana Matos de Santana (Prem Puraní) Seguir

Psicóloga formada em 2007 pela Universidade Federal da Bahia. Atua como psicoterapeuta na Rua Coronel Artur Godoy, 21. Vila Mariana. São Paulo. Para agendar uma sessão entrar em contato por email: marianamatosba@gmail.com

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